We're all unplugged

terça-feira, setembro 06, 2005

29ª Festa do Avante

À 29ª edição, finalmente estreei-me em Festas do Avante. Finalmente não porque ansiasse ir à muitos anos, mas sim porque depois de ter estado lá calculo o que posso ter perdido nos anos em que não fui. A festa é alucinante. A festa é apaixonante. Não há festa como esta!

EP

Ecletismo, qualidade, trabalho, familia, amor, suor, Portugal; são algumas palavras que aparecem quando agora me lembro da Festa. A festa é enorme! Há stands, bares e restaurantes de todas as zonas do país e de algumas partes do mundo. Há politica, mas apenas em doses salutares. Há novos e velhos. Há velhotas a dançar ao som de Bunnyranch como não faria nenhuma miuda na casa dos 20, e que quando acaba o concerto pegam na muleta para se ir embora. Há punks a almoçar com as avós, há míudos de 3 anos a curtir Blasted Mechanism.

Há alcool, há porrada por convicções e ideais(prontamente resolvida pela segurança), há jazz ao mesmo tempo que há rock, há música clássica ao mesmo tempo que há reggae, há novos valores, há arte, há livros e discos, há percussão, há comida (guardarei para sempre a recordação de umas pataniscas que lá comi), há de certeza encontros com gente conhecida do dia-a-dia, há dirigentes do PC a trabalhar, há relva abundante;

O enquadramento paisagistico é fabuloso, o arranjo e orientação dos arruamentos é deslumbrante, a multidão caminha feliz, vai comer, beber, assistir a concertos, ver exposições, participar em debates, comprar artesanato, t-shirts, cravos, ver uma peça de teatro,ouvir o comício, agitar as bandeiras vermelhas.

Mas o momento alto da festa, o momento que todos os cidadãos do mundo deveriam poder viver pelo menos uma vez na vida, acontece sempre no principio e no fim de cada dia de festa, e existe ainda um bónus a seguir ao comício. Por muitas músicas que os artistas toquem nos diversos palcos, nenhuma é tão festejada como a Carvalhesa. A grande Carvalhesa, que arrepia a espinha. Quando soa a introdução, todos comecam a correr, estejam onde estiverem, para se juntarem aos milhares de pessoas reunidas junto ao palco principal. Milhares de pessoas, com sorrisos estampados nos lábios, a alegria nos movimentos, uma energia inesperada que percorre os musculos. Novos e velhos gritam saltam e dançam freneticamente ao som daquela música, a relva é o palco da maior celebração possível, dão-se os braços e roda-se com um ou mais camaradas. É a maior celebração da liberdade, a melhor forma de exteriorizar a alegria, é o libertar de sentimentos puros. Bonito hein?